Iansã



 Ilustração: Menote Cordeiro(colhida na Internet)

Iansã é um dos Orixás mais adorados tanto na Umbanda quanto do Candomblé. Talvez pela sua figura de guerreira, ou pela atitude de “peitar a vida”  e suas atribulações, pela coragem de enfrentar os problemas e lutas de frente, por ser a mulher voluntariosa e decidida. Isso tudo se torna uma imagem desejável às mulheres, uma espécie de arquétipo a seguir. Como paralelo, temos a figura de Ogum para com os homens.
Iansã na Umbanda é sincretizada como Santa Bárbara, associada aos raios e tempestades por sua lenda na Igreja Católica, como sendo uma jovem rica de origem turca que se converteu ao Catolicismo, tendo sido degolada pelo seu próprio pai, que após a degola da filha caiu morto fulminado por um raio. Eh a mulher que luta para defender suas vontades e a realidade que escolheu para si.
Iansã na Umbanda, assim como no Candomblé, rege e domina os eguns, as almas de mortos que vagam pelo nosso mundo e pelos cemitérios. Ela é senhora de muitos mistérios envolvendo o mundo dos mortos. Se veste de amarelo. Eh o Orixá feminino que corresponderia a uma mulher de idade adulta, situada entre seus trinta ou quarenta anos – em termos de comparação. Mas não traz em si a figura de mãe, mas sim da mulher independente.
Conhecida por ser mãe de pessoas famosas e grandes devotas, como Clara Nunes e Maria Bethânia, ela é louvada por nós no dia de hoje, quatro de dezembro. Hoje, duplamente louvada, pois seu dia da semana é a quarta-feira.  Seu local mágico é o bambuzal. Seu prato favorito é o acarajé. Seu número mais conhecido é 9. Eh representada na natureza pela borboleta que voa livre. Eh um Orixá que taz muita renovação.

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